Blog do Polli
  

O barco começa a fazer água

Assim como o governo da presidente Dilma se mantém enroscado no meio a uma crise econômica com ingredientes para se agravar ainda mais em 2016, aliada a questão política onde a espada do impeachment ainda paira sobre sua cabeça guardada as devidas proporções, a situação do seu colega de partido, Eloisio Lourenço, não é muito diferente. Sofre com a falta de dinheiro nos cofres da prefeitura, situação que deve se agravar daqui pra frente e ainda tem contra si a maioria dos vereadores que já deram um claro sinal na reunião de quarta-feira que vão azucrinar a vida do alcaide em 2016. Exatamente no ano em que o prefeito corre também o risco de ser cassado, só que através das urnas, na eleição de outubro.

            A não ser que ainda disponha e esteja escondendo alguma bala de prata, o chefe do executivo parece ter queimado na reunião extraordinária de quarta feira o seu último cartucho, com a tentativa de reforçar os cofres do município em dezenas de milhões que pretendia transferir do DME (sempre ele) para equilibrar as finanças neste seu último ano de governo, estratégia que acabou não dando certo.

            Ele mesmo já confessou que vai virar o ano com mais de R$ 30 milhões em contas a pagar, dinheiro que representa praticamente tudo aquilo que a prefeitura deve arrecadar com IPVA e IPTU, os dois principais impostos recolhidos nos primeiros meses do ano.

            Com as contas desequilibradas, onde a despesa continua sendo bem maior que a receita, não é preciso bola de cristal para dizer que o prefeito está metido em uma sinuca de bico e apesar de ser uma pessoa otimista, como costuma dizer, as coisas para o seu lado podem complicar de vez com a pressão que começará a ser feita pelos credores logo no início do ano, entre eles da empresa responsável pelo fornecimento de refeições no restaurante popular, aos servidores e também a merenda escolar.

            Só para esta empresa, a S.H.A., a prefeitura deve algo em torno de R$ 11 milhões. Some-se a isso a outros R$ 10 milhões do IASM, mais o que deve as empreiteiras que mantem paralisadas uma dezena de obras, a impressão que se tem é que Eloisio subavaliou as contas em atraso no exercício de 2015. Deve bem mais que o total revelado.

            Qual a saída? Difícil dizer e o próprio prefeito parece ter a mesma opinião quando disse a um grupo de servidores reunidos na nova sede da Seplan que a crise é real, difícil de ser solucionada, embora mantenha o otimismo. Vale dizer que a visita do prefeito a secretaria ocorreu antes de quarta-feira, antecedendo, portanto, a trágica reunião em que as propostas que poderiam aumentar a receita forram todas rejeitadas pelos vereadores.

            Se não descobrir uma solução milagrosa para reforço de caixa, a crise deve se agravar logo no primeiro semestre de 2016 atingindo uma situação que poderá levar a falta de recurso até para pagamento de pessoal e se isso acontecer não restará alternativa ao prefeito a não ser reunir os vereadores – todos eles – para juntos buscar uma solução que possa levar o barco até o atracadouro onde com muito esforço, chegará em 31 de dezembro, último dia do seu mandato, para conserto e a troca do piloto e tripulantes.

            O problema é se a embarcação afundar antes. Neste caso, salve-se quem puder.

RASPANDO O TACHO

            A crise nas finanças da prefeitura é mais grave do que parece. Até ontem a Secretaria a Fazenda não tinha em caixa o total do dinheiro necessário para o pagamento da folha de dezembro do funcionalismo. Depois de devolver R$ 5,7 milhões para pagamento do 13.o salário dos servidores, a presidente do legislativo, Regna Cioffi atendendo pedido do prefeito Eloisio estava raspando o tacho juntando entre 800 a 900 mil para colaborar também na folha de dezembro. Tradicionalmente a prefeitura deposita o salário na conta dos servidores no último dia do ano.

            Não é à toa que os petistas estão todos de farol baixo, prevendo muitas dificuldades em pleno ano de eleição.

CAFÉ COM A IMPRENSA

            Quatro vereadores – Tiago Cavelagna, Antonio Carlos Pereira, Rogério Andrade e Zezé Scassiotti – não compareceram ontem pela manhã no café que a mesa diretora do legislativo ofereceu para os profissionais da imprensa que cobrem o legislativo.

            A reunião foi descontraída e a presidente Regina Cioffi aproveitou para fazer um balanço das atividades da Câmara em 2015.

IMPRODUTIVO

            Paulo Tadeu contestou, conforme entrevista publicada na edição de ontem pelo JP, a informação de que a administração fora derrotada na reunião extraordinária da semana passada, disse que foram muitas as vitórias com a aprovação de vários projetos.

            Ontem, durante o café, reconheceu que o mês de dezembro foi improdutivo para a administração no legislativo. Ou seja, reconheceu que o executivo não aprovou matérias que eram do seu interesse.



Escrito por Blog do Polli às 07h03
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VIROU CASO DE POLÍCIA

            A licitação para contratação do espetáculo pirotécnico para a virada do ano virou caso de polícia. O empresário da construção civil, Eduardo Batista denunciou nas redes sociais erro no edital que estava prevendo a queima de fogos para a zero hora do dia 31, ou seja, na noite anterior.

            O alerta fez com que a Secretaria de Administração corrigisse o edital, deixando claro que o espetáculo será, na verdade, à zero hora do dia primeiro do ano.

            Como o empresário postou a correção nas redes sociais dizendo que ela só aconteceu após o seu alerta e que estará presente no pregão para fiscalizar também a entrega da documentação e das propostas dos interessados, o secretário de turismo, Romulo Vilela se sentiu ofendido e registrou queixa na polícia contra o empresário, afirmando que ele estava “atrapalhando” a licitação.

            Convocado a dar explicações, Eduardo levou até o delegado toda documentação referente ao pregão e falou que como cidadão tem o direito de fiscalizar os atos do poder público.

            Diante das explicações o delegado concordou com o empresário dizendo que ele fez bem em exercer o seu direito. O secretário perdeu uma boa oportunidade para ficar calado.

CORRENDO RISCO

            Ontem pela manhã, no Café Sete Quedas, um observador da política sulfurosa disse que se estivesse no lugar do prefeito Eloisio não arriscaria o futuro disputando a reeleição, onde o risco de ser derrotado é grande. Segundo ele, a recente pesquisa divulgada pela Record-Minas mostrou que a avaliação do governo está péssima e a rejeição do prefeito é alta.

            Lembrou que os ex-prefeitos José Aurélio Vilela, Paulo Tadeu e Paulinho Courominas perderam a eleição municipal e depois foram derrotados quando se candidataram a deputado. Apenas Geraldo Thadeu, que não foi candidato à reeleição, obteve sucesso, e assim como ele, também Sebastião Navarro, que se elegeu deputado antes de disputar a prefeitura.

DE NOVO?

            A onda verde que deveria prevalecer nos semáforos da Avenida João Pinheiro para quem dirige na velocidade recomendada pela sinalização já não funciona mais. Com isso os motoristas são obrigados a parar em todos os cruzamentos.

            Não se sabe se os semáforos estão desregulados ou se é uma nova “pegadinha” inventada pela empresa que administra os equipamentos para aumentar o número de multas.

            Por falar nisso, até agora, com quase seis meses de funcionamento, não se viu publicado o balanço das multas, com a arrecadação mensal e quanto foi pago a empresa que controla os equipamentos de vigilância.

LEI DO “PANCADÃO”

            A prefeitura de Campinas, em cumprimento a uma lei municipal já apreendeu 300 veículos com som acima dos decibéis permitidos pela lei do silêncio. A Guarda Municipal é encarregada de fiscalizar os veículos que estejam trafegando com som acima do permitido.

            Chamada de “lei do pancadão” é o tipo da lei que deveria ser adotada em outras cidades, entre elas Poços, onde alguns caipiras endinheirados com suas caminhonetes de cabine dupla e outros nem tanto, dirigindo brasílias, fusca, caminhonetes rebaixadas e chevetes, trafegam com som alto só pra chamar a atenção.

            Apareceriam melhor e sem poluir o ouvido alheio se pendurassem uma melancia no pescoço.



Escrito por Blog do Polli às 07h02
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PREFEITURA CORRIGE EDITAL

            Além de marcar o pregão para a contratação da queima de fogos (espetáculo pirotécnico), para a manhã do dia 30, último dia de expediente na prefeitura no ano de 2015, A Secretaria de Administração, dirigida pela polêmica Maria Luisa Santiago, ainda teve que publicar no diário oficial de hoje, correção quanto a data em que se dará o espetáculo.

            Na primeira publicação o edital dizia que a queima de fogos seria à zero hora do dia 31, ou seja, 24 horas antes da passagem do ano. Alertada através das redes sociais e por um recurso protocolado na Divisão de Suprimentos, a secretária determinou a correção do edital.

            O que não se entende e causa dúvida quanto a transparência da licitação é o fato de a contratação estar marcada para o último dia de expediente na prefeitura. Fica a impressão de que se trata de uma concorrência com cartas marcadas.

            Além de tudo para uma prefeitura que vai virar o ano devendo mais de R$ 30 milhões, gastar dinheiro com queima de fogos é um desperdício, para não falar na infeliz ideia de promover o espetáculo no parque José Afonso Junqueira, onde, na manhã seguinte, dezenas de pássaros mortos podem ser vistos espalhados pelos jardins por causa do barulho.

            O mal seria menor se fosse mantido como local da queima de fogos o complexo Santa Cruz.

SEM DINHEIRO

            Se isso servir de consolo para o prefeito Eloisio, além dele, que já confessou irá virar o ano com R$ 30 milhões de restos a pagar, outros 4.080 prefeitos estão na mesma situação, com as prefeituras endividadas e boa parte delas também com o pagamento do funcionalismo atrasado, o que não é o caso do nosso prefeito que apesar da crise mantém em dia o pagamento dos servidores.

            O levantamento é da Confederação Nacional dos Municípios que prevê ainda uma piora da situação em 2016. O agravamento da crise, segundo a CNM, pode resultar no descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e tornar inelegíveis muitos dos atuais prefeitos.

DESMENTIDO

            A informação publicada na coluna sobre o projeto de lei que altera diversos artigos da Código Tributário Municipal, onde creditamos a uma fonte a informação de que em caso de empate na votação em plenário a presidente Regina Cioffi desempataria em favor do executivo não procede.

            A vereadora reafirmou que se isso acontecesse, não teria dúvida em votar pela rejeição da proposta, cumprindo compromisso que assumira com os contabilistas que também se posicionaram contra as alterações.

MAIS IMPOSTOS

            O ano de 2016 vai começar para os mineiros com aumento da carga tributária. A partir do dia primeiro de janeiro, graças ao governador Fernando Pimentel (aquele, que durante a campanha prometeu que iria reduzir a alíquota do ICMS) nada menos que 160 produtos terão aumento da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.

            Produtos que estarão mais caros por força de lei:

Bebidas alcoólicas: hoje, alíquota é de 27%. Irá variar entre 25% e 32%

Cerveja e chope: hoje, alíquota é de 20%. Será de 25% a 32%

Telefones celulares: de 12% para 14%

Refrigerantes: de 18% para 20%

Ração tipo pet: de 18% para 20%

Câmeras (foto e vídeo): de 18% para 20%

Aparelhos de som e vídeo para uso automotivo: de 18% para 20%

Perfumes e cosméticos (exceto xampu, sabonete e filtro solar): de 25% para 27%

Telefonia, internet e TV por assinatura: de 25% para 27%

Energia elétrica para consumidores comerciais (exceto igrejas, entidades beneficentes e hospitais): de 18% para 25%

Além do imposto estadual, mineiros pagarão mais por IPI.



Escrito por Blog do Polli às 06h31
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CAFÉ DA MANHÃ

 

            A mesa diretora da Câmara e os vereadores reúnem nesta manhã a imprensa no anexo do legislativo para um café da manhã quando a presidente Regina Cioffi deve apresentar a imprensa um balanço do exercício de 2015.

            Uma boa oportunidade também para colocar a conversa em dia e analisar os problemas que estão por vir em 2016, principalmente no que diz respeito as finanças da prefeitura que tudo indica, só serão superados com um entendimento entre o executivo e o legislativo.

 

NOVAS ARTICULAÇÕES

 

            Logo nos primeiros dias do ano as articulações políticas cm vistas a eleição municipal de outubro devem ser retomadas, embora se espere pouca novidade no quadro atual que prevê um candidato do grupo PSDB-DEM (Sérgio da Coopoços), um do PT (Eloisio ou Paulo Tadeu) e uma terceira via que pode ser Paulinho Courominas ou Regina Cioffi.

            Pelo menos esses são os pré-candidatos até agora, com alguma chance de vencer a eleição.

 

TUDO OU NADA

            Com uma conta de restos a pagar da ordem de 30 milhões de reais, a administração inicia seu último ano sob pressão dos credores que jogam pesado, deixando de fornecer mercadorias ou paralisando serviços porque sabem que se não receber o que a prefeitura deve nos próximos meses, a conta pode ficar para o próximo governo quando tudo é mais difícil.

            Como o interesse por quem está no comando do executivo diminui, partem para o tudo ou nada.

MALAS PRONTAS

            Até a tarde de ontem o prefeito ainda não tinha confirmado o afastamento do secretário de obras, Aldo Foltz Hanser, mas quem trabalha com ele na secretaria garante que ele viaja no final de ano para passar o revéillon em Ribeirão Preto, onde reside e não retorna mais a Poços.

            Quer iniciar 2016 longe dos problemas da secretaria e aproveitando a sua condição de aposentado.



Escrito por Blog do Polli às 06h31
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Líder da bancada seria o plano B?

Outro dia, durante uma festa de confraternização no bairro Santa Rosália, conversando informalmente com um ex-vereador filiado ao PMDB que por muitos anos representou o bairro no legislativo, o prefeito Eloisio disse que ainda não pensou “seriamente” sobre sua candidatura à reeleição e como tem prazo até abril para definir se será ou não candidato, prefere deixar esta decisão para o ano que vem.

            Ao dizer isso o prefeito poderia estar apenas escondendo do seu interlocutor uma decisão já tomada, que é a de tentar um segundo mandato, ou então ganhando tempo para anunciar mais à frente que vai abrir mão da candidatura em benefício de um correligionário. Se isso acontecer, a lógica leva ao seu líder na Câmara, Paulo Tadeu, que tem se portado como fiel e intransigente defensor do prefeito, defendendo com unhas e dentes seus projetos, mesmo à custa de enorme desgaste.

Este foi o caso da reunião extraordinária de terça-feira passada, quando de peito aberto enfrentou uma plateia ostensivamente contrária ao projeto que defendia. Não esmoreceu nem mesmo diante das vaias ou quando os professores, que ocupavam a plateia lhe deram as costas, numa cena inusitada no legislativo local e que deixaria qualquer outro orador constrangido em continuar discursando.

Eloisio deve ter plena consciência de que sua reeleição será muito difícil e uma derrota por larga margem de votos pode refletir e atrapalhar seu projeto político de tentar uma vaga na Assembleia Legislativa em 2018. Com apoio do deputado Odair Cunha que vai disputará a reeleição para a Câmara Federal, e do próprio Governo do Estado, a chance de Eloisio conquistar vaga na Assembleia é real.

Deixando a prefeitura em 2017, ele reúne todas as condições para pleitear um cargo de segundo escalão no Estado, o que facilitaria sua vida na busca de apoio para a empreitada de 2018.

Se o prefeito desistir da reeleição, a candidatura do ex-prefeito Paulo Tadeu soa natural pelo seu passado político e pela sua fidelidade ao prefeito, isso, mesmo correndo o risco de aumentar o número de derrotas nas eleições que disputou, 14 vezes, com apenas duas vitórias. O vereador, que já fala em pendurar as chuteiras receberia como prêmio de consolação em caso de nova derrota, um cargo no Estado de preferência no programa Luz Para Todos, onde já esteve, e desta vez como representante da Cemig.

Sempre é bom lembrar que Fernando Pimentel tem ainda mais três anos à frente do Governo do Estado, podendo até permanecer mais quatro, caso vença a reeleição. Isso garante certa tranquilidade aos petistas sulfurosos, pelo menos ao prefeito e seu fiel escudeiro no legislativo. Valendo dizer também que não sendo do PT, o futuro prefeito precisará de um intermediário junto ao governador para reivindicar alguma ajuda.

Ao dizer que ainda não pensou “seriamente” na candidatura a prefeito em 2016, Eloisio pode ter revelado seu Plano B que, cá prá nós, parece até melhor que o Plano A. Imagine se em 2016, por azar ele vence a eleição? Mais quatro anos à frente de uma prefeitura quebrada, sem dinheiro do DME e nenhuma perspectiva de ajuda dos governos estadual e federal que tal como o município também estão numa pindaíba de dar dó.

Sofrência assim não há quem aguente.



Escrito por Blog do Polli às 06h30
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RELAÇÕES ABALADAS

            O recesso legislativo deve servir como água na fervura para acalmar os ânimos, um pouco exaltados no legislativo, por causa da substituição do vereador Rogério Andrade na comissão de justiça e em consequência da votação de projetos de interesse do governo na sessão extraordinária de quarta-feira.

            Um bate boca entre a presidente Regina Cioffi e o vice-presidente, Paulo Eustáquio, quase levou a vereadora às lágrimas, isso porque o vice apenas lembrava a ela a pressão que havia sofrido do prefeito para retirá-lo da comissão. Inicialmente a vereadora negou ter sido pressionada, mas depois lembrou que foi ela mesmo que revelou ao vice a pressão feita pelo prefeito.

            Na sequência um assessor da presidente foi tirar satisfação com o vice e ouviu dele poucas e boas.

PÃO E ÁGUA

            Se for mesmo prá valer o aviso dado pelo líder da bancada da situação, Paulo Tadeu, ao seu colega Joaquim da Farmácia após a reunião de quarta, o vereador deve a partir de agora passar a pão e água no que diz respeito ao atendimento de suas reivindicações junto à administração.

            Joaquim costuma passar o dia na prefeitura pedindo atendimento aos seus eleitores na área de saúde, mas a partir de agora terá seus pedidos negados, como castigo pela ousadia em ter discordado da orientação que recebeu do líder

CAÇADOR DE PROBLEMAS

            Quem acompanha o vereador Antonio Carlos Pereira pela sua página no facebook percebe que o vereador se transformou em verdadeiro caçador de problemas pelas ruas da cidade. Em pleno Natal, postou fotos de animais soltos no Jardim Country Club.

            Ontem cedo já estava na feira livre mantendo contato com os eleitores e ouvindo reclamações.

POR FALAR...

            ...em feira livre, as reclamações dos comerciantes quanto a qualidade das obras que estão sendo executadas na Rua Marechal Deodoro continuam e pelo visto a intervenção terá mesmo o efeito de um tiro no pé da administração petista. A revolta é grande pelo atraso e pelo dinheiro público que está sendo jogado fora pelo DME.

            Dizem que o engenheiro responsável pela empreiteira foi despedido embora isso não resolva o problema já que o responsável técnico pela obra é o próprio subsecretário de obras, engenheiro Carlos Lúcio.

            “Puseram um cabrito para vigiar a horta”, disse um revoltado comerciante.

SHOW DE FOGOS

            A Secretaria Municipal de Administração, através do aviso de pregão eletrônico de número 327, agendou para as 8h30m do dia 30 de dezembro, quarta-feira próxima, o pregão eletrônico para contratação de empresa que irá se responsabilizar pela queima de fogos (show pirotécnico) na virada do ano, ou seja, na noite do dia seguinte ao leilão.

            Isso significa dizer que qualquer problema que vier a ocorrer na licitação pode inviabilizar a queima de fogos. Ou então a certeza é tanta que a empresa vencedora será a mesma que a secretara nem se preocupou em fazer a contratação com antecedência.

QUEM INDICOU

            O líder da bancada da situação no legislativo, Paulo Tadeu, não nega que deu uma “mãozinha” na indicação da arquiteta Gina Beatriz Rende para a Secretaria de Planejamento, mas ressalta que a indicação foi mesmo da ex-secretária Maria Fernandes Caldas, amiga da ex-secretária.

            Paulo Thadeu diz ainda que Gina é teórica e que seu trabalho ainda vai dar bons frutos, já aqueles que com ela conviveram durante o período em que respondeu pela Seplan tem opinião contrária, acham ela arrogante, prepotente e o pior, incompetente.

VIROU BAGUNÇA

            A empresa Vina, responsável pela coleta de lixo doméstico é tão ruim que em pleno dia de Natal, não fez a coleta na Vila Togni e outros bairros da zona oeste, onde os sacos com lixo estão acumulados nas portas das residências, fazendo a alegria da cachorrada.

            Em pleno Natal, quando a coleta costumava ser feita no início da noite para que os garis recebessem as gratificações espontâneas dos moradores, o pessoal da Vina não deu o ar da graça.

            E o secretário Zequinha Muniz, responsável pelo setor, ao que parece, não está nem aí para o problema.

RODAPÉ

Eloisio confidenciou a um ex-vereador do bairro Santa Rosália que ainda não decidiu se será mesmo candidato à reeleição.



Escrito por Blog do Polli às 10h53
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Monotrilho, problema que se arrasta há quase quarenta anos

Dentro de alguns dias a administração comandada por Eloisio Lourenço inicia a contagem regressiva para o final do mandato e entre os muitos problemas que continuam sem solução está o monotrilho, obra enguiçada que serve de bandeira política nas campanhas municipais desde que a obra foi iniciada, trinta e oito anos atrás, até agora sem uma solução definitiva.

Eloisio mais um dos muitos prefeitos eleitos desde 1985, quando foi restabelecida as eleições diretas para prefeito nas estâncias hidrominerais, a prometer durante a campanha eleitoral uma definição para o trambolho em que foi transformada uma obra aprovada na última gestão de Ronaldo Junqueira, penúltimo prefeito nomeado pela ditadura militar, quando a cidade ainda era considerada área de segurança estratégica.

Na época, os irmãos Juracy e Joel Junqueira, idealizadores do teleférico queriam dotar a cidade de um meio revolucionário de transporte por via elevada, semelhante ao existente na Disneywolrd. Todo investimento, assim como foi o caso do teleférico, seriam, como de fato foram, bancados pelos irmãos. O poder público só foi chamado a colaborar na facilitação das passagens onde a rede elétrica ou as árvores pudessem atrapalhar a passagem do trem aéreo.

Os irmãos sonhavam alto, falavam até em um percurso de vários quilômetros, chegando até as grandes indústrias (Mitsui, Celanese e Alcoa), que funcionavam a todo vapor, e ao conjunto habitacional Pedro Afonso Junqueira, aliando o transporte turístico com o de massa.

As coisas começaram a dar errado quando houve a troca de prefeitos, entrando o engenheiro agrônomo José Aurélio Vilela, que, declaradamente, era contra a obra. Enroscou de vez na má vontade do engenheiro Cicero Machado de Morais, então diretor do DME, em elevar a rede elétrica em alguns cruzamentos para que os vagões passassem por baixo.

Uma série de outros obstáculos começou a atrasar a obra, entre eles a necessidade de alteração no projeto com uma segunda viga de concreto em determinados pontos e a substituição dos pneus de borracha, utilizados nos veículos da marca Gol por trilhos e rodas de ferro.

A polêmica e os atrasos duraram até o ano dois mil, quando, finalmente, no dia 18 de agosto, finalmente, foi inaugurado o primeiro trecho ligando o centro da cidade ao terminal rodoviário. O monotrilho funcionou com sucesso, principalmente entre os turistas até o dia 14 de dezembro daquele ano, quando um problema próximo ao cruzamento com o teleférico obrigou os bombeiros a retirar os passageiros, a maioria deles turistas, utilizando uma escada.

Com a troca de comando na prefeitura, assumindo em janeiro de 2001, o petista Paulo Tadeu, foi iniciado pela secretaria de obras, dirigida pelo vice-prefeito Zeca Brochado, um trabalho de desassoreamento e alargamento da calha do ribeirão que acompanha as avenidas João Pinheiro/Mansur Frayha. Próximo à entrada do Jardim Country Club a retirada do barranco além do necessário provocou a queda de dois pilares e duas vigas de concreto. A partir daí a obra encrencou de vez e permanece paralisada até hoje com a vegetação tomando conta da estrutura em concreto.

Com certeza, a promessa de solução para a obra será uma vez mais, bandeira dos candidatos na eleição de 2016 e talvez tenhamos que conviver com as mesmas promessas de sempre, até que um prefeito corajoso decida enfrentar o problema de frente colocando o trem para funcionar ou, então, promovendo o desmanche da estrutura, ao que parece, a melhor solução para o momento, antes que ela caia na cabeça de alguém.



Escrito por Blog do Polli às 10h52
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O NERVOSISMO DO LIDER

            Ontem, durante a reunião extraordinária, alguns colegas chegaram a temer pela saúde do líder a bancada da situação, Paulo Tadeu, que demonstrava um nervosismo fora do comum, principalmente para quem, como ele, está acostumado a grandes embates políticos.

            Por diversas vezes os professores que lotavam a plateia vaiaram o vereador e ex-prefeito e durante uma das suas falas chegaram a dar as costas para o vereador que foi obrigado a segurar a barra da administração sozinho, já que seus companheiros de bancada, além de inexperientes, se sentiram inferiorizado diante da plateia.

DESEMPATE

            Na votação que derrubou o projeto de alteração do Código Tributário Municipal, segundo comentário de um vereador, a vereadora Regina Cioffi havia acertado com o prefeito que em caso de empate ela usaria seu direito como presidente para desempatar a votação em favor da administração.

            Seu voto foi dispensável diante do número de vereadores contrários ao projeto.

DESRESPEITO

            Quem assistiu a um ti-ti-ti envolvendo o Secretário de Serviços Públicos, José Muniz, e o adjunto da Secretaria de Obras, Carlos Lúcio, ficou horrorizado com a falta de educação do engenheiro.

            A certa altura do bate boca o adjunto mandou o secretário ir “procurar sua turma”, em desrespeito total ao superior hierárquico, conhecido pelo seu espírito extrovertido e boa educação.

            Se alguém tem que ir procurar sua turma é o engenheiro que caiu aqui de paraquedas.

SEM SAÍDA

            Para anotar e conferir mais tarde. Sem a aprovação do projeto que permitiria repasse de 100% do lucro das empresas de energia elétrica, a prefeitura se tornará inviável financeiramente ainda no primeiro semestre de 2016, provocando atraso no pagamento de fornecedores e até mesmo da folha de pessoal.

            Só restará uma saída ao chefe do executivo, se reunir com os quinze vereadores, expor francamente a situação e solicitar ajuda para sair da difícil situação.

            Com um pouco de humildade e habilidade, o chefe do executivo poderá até convencer os oposicionistas a apoiá-lo na aprovação do projeto que vai permitir aliviar o problema.

            Se isto acontecer a reeleição do prefeito Eloisio ficará ainda mais difícil, mas não haverá outra saída já que não existe um plano B para enfrentar a crise que atinge a maioria das prefeituras.

            O problema é que se a situação chegar a tal ponto, os oposicionistas irão condicionar o apoio ao rompimento de contratos com algumas empresas que foram “empurradas” para a administração petista e absorvidas, mesmo contra a vontade do prefeito.

            Quem viver verá.

SEGURA QUE A FILHA É SUA...

            O líder da bancada da situação no legislativo, Paulo Tadeu, não nega que deu uma “mãozinha” na indicação da arquiteta Gina Beatriz Rende para a Secretaria de Planejamento, mas ressalta que a indicação foi mesmo da ex-secretária Maria Fernandes Caldas, amiga da ex-secretária.

            Paulo ressalta que Gina é teórica e que seu trabalho ainda vai dar bons frutos, já aqueles que com ela conviveram durante o período em que respondeu pela Seplan tem opinião contrária, acham ela arrogante, prepotente e o pior, incompetente.

NOVOS TEMPOS

            Bons tempos aqueles em que no final de cada exercício, às véspera do Natal, os vereadores se reuniam com os funcionários do legislativos e até as esposas dos nobres e valorosos edis, para um jantar de confraternização em um dos melhores restaurantes da cidade.

            Como a época é de vacas magras, a confraternização este ano não passou de um simples lanchinho oferecido pela presidente Regina Cioffi aos funcionários, no anexo do legislativo.

            Muito melhor esteve o farto e saboroso churrasco na residência de uma assessora, regado a cerveja, tudo custeado por uma “vaquinha” feita entre os próprios servidores do legislativo.

PONTA FIRME

            Além da experiência e competência, os dois assessores da Câmara Municipal, Ernani Maran (técnico legislativo) e João Luiz Azevedo (jurídico), mostraram firmeza no parecer exarado no projeto de lei encaminhado ao legislativo pelo prefeito, solicitando mais dinheiro do Departamento Municipal de Eletricidade.

            Apesar da pressão exercida por elementos ligados ao executivo, a dupla se manteve firme na defesa do parecer contrário a aprovação da matéria, fartamente embasado em dados que justificavam a rejeição, caso o projeto fosse levado a votação em plenário.

            Sabendo que o processado seria rejeitado, o prefeito optou por retirá-lo de pauta, para quem sabe, reapresenta-lo no próximo exercício com algumas correções, claro.

RODAPÉ

“O projeto do Código Tributário não será reapresentado em 2016, vamos deixar para fazer isso em nosso segundo mandato, a partir de 2017”. Fernando Posso, secretário de Governo.

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Voltamos na segunda, até lá, FELIZ NATAL a todos.



Escrito por Blog do Polli às 12h22
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Faltou diálogo, bom senso e habilidade

            Não poderia ter sido pior para a administração municipal, o resultado da reunião extraordinária da Câmara, convocada pelo executivo e realizada na manhã de ontem, com plateia lotada de professores interessados na votação do projeto que diz respeito ao pagamento do piso nacional do magistério.

            O governo foi derrotado em três dos principais projetos que constavam da ordem do dia: aumento do repasse de lucros do DME, alterações do Código Tributário e o pagamento do piso nacional do magistério. No primeiro caso a mensagem foi retirada no dia anterior porque havia claro indicativo de uma derrota caso a mensagem fosse colocada em votação no plenário.

Quanto às alterações do Código Tributário, o projeto foi derrotado por maioria dos votos, após os vereadores sentirem a reação dos empresários ligados ao ramo da construção civil, inconformados com os absurdos contidos nas mudanças que além de prejudica-los ainda gerou dúvidas quanto a sua constitucionalidade.

A polêmica maior, no entanto, ficou para o projeto que se refere ao pagamento do piso nacional do magistério que levou a sede do legislativo um grupo de professores interessados atendendo a convocação feita pelo sindicato da categoria, que havia se manifestado contra a proposta e realizado inclusive uma reunião com a classe na segunda-feira.

Foram, portanto, três derrotas importantes que colaboraram para que a administração fechasse o ano com um saldo altamente negativo nas suas tratativas com o poder legislativo, isso depois de perder a maioria dos vereadores que manteve ao seu lado nos dois primeiros anos de governo.

A consequência de mais estas derrotas leva a reafirmar o que já dissemos neste mesmo espaço, que a administração chefiada pelo prefeito Eloisio Lourenço peca o tempo todo pela falta de habilidade no trato com os representantes do legislativo e principalmente na discussão de projetos que mexem com o dia-a-dia das pessoas, alguns, como é o caso do Código Tributário, aumentando ainda mais a carga de impostos numa fase em que a economia vive intensa recessão.

Difícil de entender também como os responsáveis pelo governo encaminham projetos polêmicos sem antes sentir qual será a reação tanto dos vereadores de oposição, como das pessoas que afetados pelas mudanças, coisa que a administração deveria discutir à exaustão antes de remete-los para o legislativo.

Será que tinham a doce ilusão que os empresários do ramo da construção civil não reagiriam as mudanças, assim como os professores, que mesmo manifestando ser contrários ao projeto aceitariam sua aprovação de forma pacífica. O resultado é que no meio da reunião, de afogadilho, o executivo teve que enviar para a presidência da Casa, ofício retirando o projeto para reapresenta-lo em outra oportunidade.

No que diz respeito ao aumento do repasse do lucro das empresas de energia, o assunto é ainda mais grave segundo falhas apontadas pelas assessorias jurídica e legislativa, que no parecer demonstraram a ilegalidade e os erros contidos no projeto, colocando em situação constrangedora a assessoria jurídica da prefeitura.

Com o resultado de ontem a administração encerra este terceiro ano de mandato de forma melancólica, acumulando derrotas vexatórias no legislativo onde o líder da bancada, Paulo Tadeu, apesar de toda sua experiência, boa vontade e capacidade de raciocínio enfrentou momentos difíceis, sendo vaiado a todo instante e por algum tempo tendo que discursar para uma plateia que lhe virou as costas em sinal de protesto.

Tudo isso porque, fiel ao governo, o líder tentou, mais uma vez, defender o indefensável, consequência da falta de habilidade política, diálogo e acima de tudo bom senso nas propostas.

Que sirva de lição para o tempo que ainda resta de governo.



Escrito por Blog do Polli às 12h21
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Projeto que transfere mais recurso do DME para a prefeitura deve ser rejeitado

            Caso o prefeito Eloisio Lourenço esteja alimentando a esperança de ver aprovada a proposta que remeteu à Câmara Municipal, solicitando autorização para repassar mais dinheiro do DME para a prefeitura, através de uma engenharia contábil baseada na lei das sociedades anônimas, S. Excia. deve ir tratando de pensar em uma outra solução porque, tudo indica, o projeto será rejeitado, caso seja incluído na ordem do dia e vá ao plenário na reunião extraordinária convocada por ele para acontecer na próxima quarta-feira, dia 23, antevéspera do Natal.

            Segundo informações, a assessoria técnica legislativa já deu parecer contrário a matéria, devendo o relator da Comissão de Justiça, Tiago Cavelagna, fazer o mesmo e ainda ser acompanhado pelo seu colega, Antonio Carlos Pereira, relator da Comissão de Finanças.

            Com três pareceres contrários, a matéria não terá chance alguma em plenário onde o a opção da maioria dos vereadores será o voto votar pela rejeição. O que pode acontecer também é a retirada ou a devolução da mensagem antes mesmo de ser incluída na ordem do dia da reunião extraordinária.

            A notícia, com toda certeza, deixará o Natal do chefe do executivo um pouco azedo uma vez que este projeto significa um alívio considerável nas contas públicas. Segundo justificativa que o acompanha, estão embutidos recursos que seriam repassados, o pagamento do piso nacional do magistério e também a quitação da dívida da prefeitura com o Instituto de Assistência aos Servidores (IASM).

            Não é só isso, caso a Câmara aprove a solicitação, a administração será beneficiada com a transferência de 100% do lucro apurado pelas empresas de energia (principalmente pela distribuidora) nos anos de 2014, 2015 e 1016, com destaque para o ano passado onde o lucro registrado foi superior a R$ 100 milhões, graças à injeção contábil feita pelo desprovisionamento dos R$ 77 milhões, que estavam reservados para pagamento da multa aplicada contra o DME pelo não recolhimento de imposto de renda.

            Como o Departamento Municipal de Eletricidade a título de distribuição de dividendos, já transferiu R$ 19 milhões (25%), para os cofres municipais, caso seja aprovada a mensagem que está na Câmara, só neste caso a administração seria beneficiada com mais R$ 58 milhões (75%) do recurso que (ilegalmente) foi desprovisionado..

            Sem este reforço de caixa e não tendo, pelo menos por ora, uma segunda alternativa, Eloisio pode se preparar para viver o pior dos mundos neste seu último ano de governo onde também pesa a obrigação de cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Neste caso, será obrigado a entregar para o seu sucessor, ou mesmo que seja reeleito, as contas públicas zeradas, sem nada de restos a pagar.

            O quadro no que se refere às finanças municipais é bastante complicado e com a previsão de uma queda ainda mais acentuada da receita em 2016, por conta da recessão econômica, além de ser necessário colocar um freio de arrumação nas despesas, o prefeito terá que rezar muito e torcer para que no fim do túnel seja acesa uma segunda luz que não seja do DME.

            Se isso não acontecer, a trombada é certa e será feia... .



Escrito por Blog do Polli às 06h35
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SAPOS & FLÕRES

            Está mais do que claro que o governo municipal padece da falta de cabeças talentosas e pensantes para aglutinar apoio ao seu redor e com isso aprovar as medidas que o governo entende serem necessárias para o bom funcionamento da máquina pública. Assim como também está evidente a falta de talento do prefeito Eloisio para liderar o grupo político que passou a existir após a sua vitória nas urnas.

            Como dizem fazer política é a arte de engolir sapos e vomitar flores, mas este, porém, não é o comportamento dos petistas que detestam o contraditório e buscam sempre o enfrentamento na tentativa de vencer seus adversários, nunca admitindo ser contrariados naquilo que entendem como certo.

            Este não é um privilégio apenas do nosso prefeito, não aceitar o contraditório e manter a soberba parece ser um comportamento uniforme, enraizado nos petistas que se acham os únicos donos da verdade, e só dão valor ao que fazem o resto, é o resto, na opinião deles.

            Tivesse o prefeito e seus principais assessores um pouco mais de talento para o diálogo, com certeza não teria perdido a maioria no legislativo, conquistada logo no início do governo com a adesão de cinco vereadores que pela lógica, deveriam ser oposição.

            Aliados de primeira hora, como O PSD de Geraldo Thadeu que contribuiu com dois votos decisivos para a conquista da maioria legislativa, demonstra contrariedade com o governo, por nunca ter sido convidado para ir até o gabinete do chefe do executivo, discutir e planejar com ele as diversas ações da administração, o mesmo acontecendo com dirigentes do PMDB que mantém na base do prefeito outros dois vereadores.

            O PTB a não conta porque tem no vereador Lical um adesista incorrigível, sempre disposto a votar a favor do executivo, desde que suas “reivindicações” sejam atendidas, quando muda de lado é porque algo não saiu como o combinado. Quanto ao presidente de honra do partido, seu comportamento é conhecido por seguir o lema de que “se hay gobierno, soy a favor”.

            Talvez seja por esses motivos que essa maioria conquistada de maneira frágil tenha se perdido ao longo destes três anos de governo e hoje o prefeito conte apenas com uma bancada minoritária na Câmara, indicativo de sérios problemas daqui até o fim do seu mandato.

            Para complicar ainda mais a relação com o legislativo, o chefe do executivo ainda faz questão de colocar em sua equipe conhecidos desafetos de apoiadores, como é o caso do coronel Luiz Carlos Lima, que mantém antigas e conhecidas desavenças com o vereador Paulo Eustáquio, outro ex-PM.

            Eloisio também não pensa duas vezes para tomar medidas que desagradam aliados, como foi o caso da destituição do presidente do PSD, Sérgio Krizanski do Conselho de Administração do DME. O fez sem ter conversado nenhuma vez sobre a estratégia que pretendia utilizar para transferir mais recursos da distribuidora de energia para o caixa da prefeitura.

            Também não se esforçou para manter na sua base de apoio o ex-petista Flávio Faria, fustigando-o até obriga-lo a sair do partido. Flávio agora é filiado no Rede Sustentabilidade, de Marina Silva.

            O resultado disso tudo é que Eloisio vai entrar em seu último ano de governo com minoria na Casa, situação que deve ser obstáculo para qualquer tentativa de aprovação de projetos mais polêmicos, como é o caso da mensagem por ele encaminhada solicitando a transferência de 100% do lucro das empresas de energia nos exercícios de 2014, 2015 e 2016.

            A perda da maioria no legislativo também pode se constituir num empecilho para que Eloisio cumprir a lei de responsabilidade fiscal, podendo com isso complicar seu futuro na política.

Além de tudo corre o risco de entregar o poder para um dos seus dois adversários mais competitivos na eleição de 2016, segundo indicativo das primeiras pesquisas, que são o antecessor Paulinho Courominas e o tucano Sérgio da Coopoços, adversários que com toda certeza, irão esmiuçar a administração petista em busca de irregularidades que podem render ao petista mais algumas ações por improbidade administrativa.



Escrito por Blog do Polli às 05h44
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MÁ NOTÍCIA

Os R$ 5,7 milhões, devolvidos pela Câmara aos cofres da prefeitura, chegaram em boa hora para o prefeito Eloisio. Segundo noticiário da grande imprensa os repasses da União para Estados e municípios neste dezembro, através do FPM, estão sendo 12,5% menores que as transferências realizadas no mesmo mês do ano passado. Mesmo descontando a inflação, há uma queda de receita. Os rombos serão generalizados no setor público em 2015.

Para janeiro de 2016, o prognóstico é de mais perdas. Com base nos dados já lançados, auditores fiscais estão prevendo no próximo mês uma queda ainda mais acentuada nos repasses do FPM, da ordem de 17,3% em relação a janeiro deste ano.

MENSALÃO MINEIRO

            Com a condenação do ex-governador Eduardo Azeredo a vinte anos de prisão, o chamado “mensalão mineiro”, que teria funcionado na campanha pela sua frustrada tentativa de reeleição em 1998, também voltam à cena políticos de expressão na época, citados como beneficiários do esquema.

            Dois figurões da política local foram citados no episódio, mas nenhum deles tem culpa em cartório já que apenas trabalharam na campanha de Azeredo como coordenadores na região, efetuando pagamentos de despesas com material e cabos eleitorais com recursos que tinham como origem o comando da campanha em Belo Horizonte.

            De qualquer maneira, o assunto provoca sempre um friozinho na barriga.

FALTAM EXPLICAÇÕES

            O polêmico (e pouco educado) presidente da DME Participações, João Deom, esteve em um programa de rádio onde ofendeu um vereador de oposição, chamando-o de irresponsável pelo fato de ter cobrado explicações sobre o processo, ainda em aberto, referente a multa que a Receita Federal aplicou na distribuidora de energia pelo não recolhimento de imposto de renda.

            Deom faria melhor se explicasse em detalhes o porquê de o processo ainda não estar concluído e também a contratação e o pagamento de 6% de honorários em forma de êxito ao escritório contratado para atuar na defesa do processo. Uma porcentagem bem maior que costumeiramente se paga aos escritórios de advocacia especializados nesta área.

            Por falar nisso, o Ministério Público instaurou inquérito para investigar a distribuição de dividendos de recurso provisionado para pagamento desta multa, considerado (erroneamente), como lucro no exercício de 2014.

MANUTENÇÃO FALHA

            Ainda sobre o DME, o serviço de manutenção nos enfeites da decoração natalina continua falho, com muitos enfeites apagados em parte e outros totalmente apagados, causando uma péssima impressão.

            Já que o Departamento se responsabilizou pelo serviço, deveria mantê-los em perfeitas condições de funcionamento.

SEM SAÍDA

            Até aqui o prefeito Eloisio se virou como pode e manteve o pagamento do funcionalismo em dia, até mesmo o décimo terceiro, embora para isso tenha contado com a ajuda da Câmara que não gastou o dinheiro repassado ao legislativo em 2015 e devolveu aos cofres do município R$ 5,7 milhões.

            O problema é que em 2016 o panorama traçado pelos economistas é desanimador e as prefeituras, em consequência da queda de receita, devem enfrentar problemas ainda mais graves.

            Com déficit mensal na casa dos R$ 4 milhões, a administração deve se manter até o meio do ano com ajuda do IPVA e IPTU, a partir daí só Deus sabe o que vai acontecer e a única saída será a transferência de mais recurso do DME para pagamento das contas.

            O problema está em encontrar uma forma legal para que isso possa ser feito.



Escrito por Blog do Polli às 05h44
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Comissão de Administração derrota Regina

Embora tenha posado ao lado do prefeito Eloisio Lourenço, entregando a ele um cheque simbólico no valor de R$ 5,7 milhões, representando o dinheiro que a Câmara Municipal não gastou em 2015 e devolveu aos cofres do município, colaborando com a administração no pagamento do 13.o salário do funcionalismo, a presidente da Câmara, Regina Cioffi, só teve esta atitude porque a maioria dos seus colegas se posicionou contra a intenção manifestada por ela durante todo o ano de gastar esse dinheiro com a implantação de uma emissora de televisão para divulgação dos atos legislativos e na construção de uma nova sede para a Câmara Municipal.

            Desde que o ex-deputado Geraldo Thadeu se dispôs a interferir junto aos deputados na Câmara Federal para liberação de um canal de tv para a emissora do legislativo poços-caldense, Regina não pensa em outra coisa. Tanto assim que para se inteirar de como funciona este tipo de emissora nas câmaras de outras cidades, viajou diversas vezes para Pouso Alegre e Ribeirão Preto com esta finalidade.

            Também não foram poucas as vezes em que a presidente alertou o prefeito sobre sua intenção de não devolver este ano a sobra financeira do exercício, imprescindível para o pagamento do décimo terceiro salário do funcionalismo, como já ocorre há vários anos. Sem contar com o apoio necessário para executar seus planos na presidência da Casa, acabou por devolver os R$ 5,7 milhões.

            É engano, no entanto, imaginar que a vereadora tenha desistido da ideia e quem acompanhou a sessão ordinária de terça-feira pode ver que ela continua perseguindo a ideia de uma emissora de tv, embora as coisas tenham se complicado com a não inclusão de verba no orçamento de 2016 para o gasto com a compra de equipamentos e montagem dos estúdios.

            Mesmo assim, Regina esperneou, articulou nos bastidores, ganhou a adesão do líder da situação Paulo Tadeu e até de forma surpreendente do vereador Valdir Sementile, do DEM, e chegou até a apresentar uma emenda da mesa – fato inédito na história do legislativo – destinando recurso para implantação da emissora. Só não conseguiu porque os vereadores da Comissão de Administração, liderados por Antonio Carlos Pereira e com aval do vice-presidente, Paulo Eustáquio, apresentaram emenda que acabou prevalecendo em plenário no momento da votação.

            A insistência foi tanta que Regina pediu licença da presidência e foi ao plenário, deixou passando o cargo de para o vice, Paulo Eustáquio. Na hora da votação deu empate e o voto de minerva sobrou para o presidente que desempatou votando contra a vereadora e a favor do bom senso já que investir dinheiro público em um momento de tantas dificuldades em uma emissora de tv seria um desperdício.

            Investir dinheiro público em um veículo de comunicação cujo maior interesse seria o da própria presidente, pré-candidata declarada a prefeita seria um desrespeito a população, principalmente pelas projeções de que 2016 será um ano ainda mais difícil na área econômica.

            O bom sendo prevaleceu, graças aos vereadores da Comissão de Administração e aqueles que se posicionaram contra esta absurda pretensão da presidente.

            Nesta fase em que o dinheiro público anda escasso e precisa ser bem empregado, a Câmara Municipal de Poços, através dos oito vereadores que votaram favoravelmente a derrubada da TV Câmara estão de parabéns.



Escrito por Blog do Polli às 06h29
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ELAS POR ELAS

            Informações de bastidores indicam que o episódio da troca do vereador Rogério Andrade por Paulo Eustáquio, na comissão de justiça da Câmara está superado com as desculpas feitas publicamente da tribuna do legislativo para a presidente da Casa e a informação de que dois advogados, consultados, opinaram que ele não tem direito a reassumir o posto. Uma reunião entre os interessados, antes da sessão de terça-feira, terminou num pacto de paz, devendo tudo continuar como está, ou seja, Paulo Eustáquio permanece como integrante da comissão.

            E o prefeito perde a maioria, ficando com apenas dois aliados contra três da oposição.

NEM MORTA!!!

            Embora Geraldo Thadeu, Paulinho Courominas e Sérgio Krizanski estejam declarando que lutam pela união do grupo e que ainda não decidiram quem será candidato a prefeito, a presidente da Câmara Regina Cioffi, em conversa informal com o prefeito Eloisio Lourenço foi direta ao assunto: sou candidata a prefeita e se eles quiserem aderir, tudo bem, mas vice não serei de ninguém, prefiro ser candidata à reeleição.

            Sobre Paulinho Courominas, foi mais longe, disse que aceita seu apoio, mas se não quiser, não faz muita questão. “Vice eu não sou”, repetiu a vereadora.

Dizem as más línguas, no entanto, que ela aguarda apenas um convite formal do prefeito para ser sua companheira de chapa.

EXTRAORDINÁRIAS

            Ficou acertado também que o chefe do executivo deve convocar uma ou duas sessões extraordinárias durante o recesso para votação do novo Código Tributário e o projeto de lei que permite ao executivo se apropriar de 100% do lucro da DME Distribuidora nos exercícios de 2014, 2015 e 2016.

            Como existe um inquérito em andamento no Ministério Público, questionando a transferência do lucro de um recurso desprovisionado pela distribuidora em 2014 e transformado em lucro, vereadores de oposição entendem que o processado não poderá receber parecer ou mesmo ser levado a plenário pelo fato de a matéria se encontrar sub judice.

PISANDO NO FREIO

            A crise econômica que resultou na queda de vendas dos produtos da Danone obrigou a empresa a pisar no freio, eliminando o turno da noite e dispensando dezenas de funcionários.

            Até mesmo alguns produtos que normalmente eram doados para uma creche do município foram cortados, segundo a responsável pelo setor por medida de “contensão de despesa”.

            Azar das crianças e da creche vinha sendo apadrinhada pela indústria há vários anos.

LEI DA MORDAÇA

            O episódio que envolveu o Secretário de Serviços Públicos, Zéquinha Muniz, durante entrevista ao Jornal do Sul de Minas, na TV Poços, quando bateu boca com o entrevistador Carlos Camargo, levou o comando da administração petista e proibir secretários de conceder entrevistas a qualquer programa da emissora.

            Retaliação absurda, própria de quem não aceita o contraditório e só quer saber de elogios.

A CAMPEÃ

            Maia uma vez, ou seja, pela quinta vez consecutiva, a Caixa Econômica Federal figura como a campeã de reclamações no ranking do Banco do Brasil. A pontuação no número de reclamações da instituição bancária registrada em outubro, de 11,09 subiu para 12,57 em novembro, mostrando que em matéria de atendimento e respeito aos clientes a Caixa deixa muito a desejar.

            Em Poços de Caldas, boa parte dos servidores municipais se negaram a abrir conta corrente na agência da Caixa após a transferência da folha de pagamentos do Itaú para a banco público. Preferem permanecer com a movimentação no banco privado, onde o atendimento é melhor e o sistema informatizado apresenta qualidade muito acima da Caixa.

            Não demora e o slogan será trocado pelo Sai da Caixa você também.

MÁ NOTÍCIA

Os R$ 5,7 milhões, devolvidos pela Câmara aos cofres da prefeitura, chegou em boa hora. Os repasses da União para Estados e municípios neste dezembro, através do FPM, estão sendo 12,5% menores que as transferências realizadas no mesmo mês do ano passado. Mesmo descontando a inflação, há uma queda de receita. Os rombos serão generalizados no setor público em 2015.

Para janeiro de 2016, o prognóstico é de mais perdas. Com base nos dados já lançados, auditores fiscais estão prevendo no próximo mês uma queda ainda mais acentuada nos repasses do FPM, da ordem de 17,3% em relação a janeiro deste ano.



Escrito por Blog do Polli às 06h28
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Comportamento inadequado

O episódio que envolve a destituição do vereador Rogério Andrade, da função da Comissão de Justiça, Legislação e Redação da Câmara Municipal deve servir como alerta para os demais vereadores que nem sempre encaram a participação nas comissões permanentes da Casa como tarefa de muita responsabilidade.

            As dezessete faltas registradas nas reuniões da mais importante comissão do legislativo demonstra muito bem o pouco interesse do médico-vereador com os problemas da cidade e o desinteresse em acompanhar os processados e exarar parecer favorável ou contrário as matérias em discussão.

            Ao destituí-lo do cargo, nomeando como seu substituto o colega de partido, Paulo Eustáquio, a presidente da Câmara, Regina Cioffi agiu corretamente, seguindo aquilo que determina o regimento interno da Casa e só o fez depois de várias advertências verbais e da reportagem do Jornal de Poços questioná-la sobre o assunto.

            O mais interessante está sendo a reação do vereador excluído da comissão que, de uma hora para outra, após perder o cargo por absoluto desprezo a função que ocupava, começou a protestar da tribuna e pessoalmente contra o fato de a presidente não ter lhe dado a chance de defesa.

            Defesa para dizer que suas ausências se deram em consequência de estar realizando um trabalho fora do município? Qualquer que seja a desculpa, isso não justifica jamais as dezessete ausências nas reuniões que acontece, normalmente, uma vez por semana.

            Como também não justifica o fato de o presidente da comissão, vereador Paulo Tadeu, haver permitido ausência tão prolongada do vereador nas reuniões. Como presidente, caberia ao vereador repreender o colega pelas faltas e em seguida comunicar o fato a presidente para que providências mais enérgicas fossem tomadas contra o faltoso.

            Rogério, depois de protestar na tribuna durante a sessão ordinária do dia oito, tenta justificar suas faltas através de ofícios encaminhados a Regina Cioffi e com essa atitude acabou criando um segundo problema que coloca em situação difícil o presidente da comissão.

            Ou seja, além de não cumprir com sua tarefa ainda cria problema para os colegas e não bastasse todo esse imbróglio, ainda submeterá o plenário a situação constrangedora de ter que escolher entre o seu afastamento ou a permanência do vereador Paulo Eustáquio na comissão.

            O melhor que o vereador tem a fazer, já que sua atuação em plenário ou na comissão é pífia, seria concordar com o afastamento para dar lugar a quem demonstra mais interesse em trabalhar e participar ativamente das decisões afetas a comissão de justiça.

            Como Rogério já disse e repetiu diversas vezes que não disputará a reeleição, poderia, em respeito aos seus pares e aos próprios eleitores, permanecer afastado das comissões nestes meses que faltam para o encerramento do seu mandato.

            Caso contrário será exposto a uma situação vexatória ao ter seu nome rejeitado em plenário pela maioria dos vereadores, na primeira sessão ordinária de 2016.



Escrito por Blog do Polli às 05h59
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